18/5/13

A história esquecida no porão
Grupo de pesquisa da FE resgata cerca de mil documentos da antiga Escola Normal

Isabel Gardenal

As Escadarias em mármore de Carrara, assoalhos de madeira de Riga da Letônia e ladrilhos da Alemanha. Estes detalhes observados na Centenária Escola Normal de Campinas, do período da República, nem de longe lembram o que a instituição ocultou ao longo desses anos em seus porões: um rico acervo bibliográfico, com obras em vários idiomas, em péssimo estado de conservação. Esta situação, porém, não impediu que grande parte do arquivo histórico, com mais de mil documentos produzidos pela instituição, fosse recuperado pela professora da Faculdade de Educação (FE) da Unicamp Maria Cristina Menezes e por colaboradores.

O trabalho, segundo a educadora, contribuirá para estudos e desenvolvimento de pesquisas, com importantes esclarecimentos sobre a história da educação em Campinas e no Estado de São Paulo.

Esse período está devidamente registrado no livro Inventário Histórico Documental: Escola Normal de Campinas (1903-1976) – De Escola Complementar a Instituto de Educação, recém-saído da Gráfica da Unicamp, organizado também pelos pós-graduandos da Universidade Eva Cristina Leite da Silva, Maria de Lourdes Pinheiro e Oscar Teixeira Junior.

A obra parte dos primórdios da instituição como Escola Complementar (1903-1911) até o período em que ela passa a Instituto de Educação de Campinas (1951-1973) e resulta da pesquisa financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) intitulada “Preservação do patrimônio histórico institucional: Escola Estadual Carlos Gomes”. Os custos da primeira edição foram arcados pela Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP) da Unicamp, por meio do Fundo de Apoio ao Ensino, à Pesquisa e à Extensão (Faepex).


A proposta agora é encaminhar os exemplares para outros centros de pesquisa, sobretudo universidades brasileiras e estrangeiras que compartilham das mesmas preocupações. Várias solicitações já foram recebidas de pesquisadores ligados à Rede Ibero-Americana para Investigação e Difusão do Patrimônio Histórico-Educativo (RIDPHE), que hoje conta com uma lista de discussões que está locada no âmbito das listas de discussão da Unicamp. Menezes coordena a Rede na América Latina. 

Inventário
O inventário permitiu trazer aspectos da Escola Normal que pouquíssimas pessoas conheciam. Muitas informações teriam ficado perdidas para sempre sem essa documentação. O parâmetro para a descrição dos documentos foi a história da instituição, que envolveu um árduo trabalho, mediante consulta aplicada, sendo pesquisados os arquivos do Centro de Memória da Unicamp, Câmara Municipal de Campinas, Arquivo do Estado de São Paulo, Centro de Ciências, Letras e Artes (CCLA) de Campinas, imprensa e outros.

A publicação deste inventário demandou uma parceria de Menezes, na coordenação, com pós-graduandos, bolsistas SAE, de iniciação científica e, nos últimos tempos, os bolsistas do Programa de Iniciação Científica Júnior (PIC-Jr.), que têm tido uma “participação inestimável”, avalia a educadora. A iniciativa PRP e CNPq é dirigida a alunos do ensino médio da região de Campinas. São 15 alunos do PIC-Jr. orientados por Menezes, sendo que nove trabalhando na E.E. Carlos Gomes, terminando o acondicionamento de todo material.


Segundo a professora, os documentos apontaram que a escola chegou a receber oito denominações até hoje, sobre as quais se deteve o inventário que recuperou seis delas: Escola Complementar de Campinas, Escola Normal Primária, Escola Normal de Campinas, Escola Normal Carlos Gomes, Escola Normal e Ginásio Estadual Carlos Gomes, Instituto de Educação Estadual Carlos Gomes. Atualmente, a escola denominada E.E. Carlos Gomes já não oferece o curso Magistério, que formou sua última turma em 2005.

No início, a Escola Complementar foi criada para ser uma complementação do ensino primário, principalmente para atender as alunas concluintes do curso preliminar dos grupos escolares que não podiam frequentar o Ginásio de Campinas, restrito ao sexo masculino. A primeira turma da instituição era composta por 72 moças e 28 rapazes, com idades entre 12 e 20 anos. No entanto, o cumprimento posterior de prática de ensino, em um grupo escolar, habilitaria o aluno para o Magistério.

Em 1911, a escola passou para Escola Normal Primária, por conta da legislação que a definiu como ensino profissionalizante e, como tal, deveria garantir aos candidatos educação intelectual, moral e prática, pondo fim às ambiguidades anteriores. “A escola, em seus momentos de glória, foi contemplada com uma riquíssima biblioteca portadora de importantes obras, nas várias modalidades de ensino que abarcou. Lamentavelmente, parte do acervo se perdeu nos porões da instituição. Acredita-se que esse acervo chegou a reunir algo em torno de 30 mil volumes”.

Risco e recuperação
Os documentos do arquivo encontrados no porão da escola apresentavam-se em situação de risco. Menezes revela que eles estavam todos infestados com cupins, com brocas, além de cobertos por poeira e fungos. Alguns materiais não puderam ser salvos pelo adiantado processo de deterioração. Preservaram-se, principalmente, os livros de capa dura costurados a mão e com gramatura mais grossa. Entre os escombros, uma relíquia: a ata de inauguração da escola, de 1903, que traz também a ata da primeira reunião da Congregação da escola.

O inventário reuniu documentos administrativos, livros-ponto de pessoal docente e administrativo, livro de faltas e de nomeação, termos de compromisso de posse, relatórios de novas diretorias, inscrições de concurso de professores, registro de imposições e penas, registro de notas de alunos, atas da congregação, inventário de material e livros, e livros de correspondência, entre outros. Os documentos foram inventariados e descritos um a um de acordo com a Norma Geral Internacional de Descrição Arquivística, Isad (G).

Conforme Menezes, o primeiro passo para a recuperação dos documentos envolveu o processo de desinfestação, quando os livros foram todos acondicionados em sacos plásticos de barreira, com a retirada do oxigênio e introdução do nitrogênio. Tais procedimentos contaram com o apoio técnico de Maria Aparecida Remédio, do Arquivo Edgar Leuenroth, da Unicamp.

Após esse processo, todos os livros passaram por higienização com pinceis macios, página por página. Foi um trabalho que necessitou de muitos braços, conta Menezes. Na ocasião, o Faep/PRP subvencionou o projeto “As normalistas vão ao arquivo”, que pôde contar com a participação de alunas do 3º ano do Magistério. A higienização, salienta, trouxe maior segurança para começar a identificação dos livros e inclusive para organizar a sua descrição.

A fase de identificação exigiu um levantamento documental que permitiu a visualização do movimento desta escola. Um fato que saltou aos olhos da coordenadora do projeto foi que nos livros eram registradas as profissões dos pais dos alunos, o que permite abrir várias frentes de estudo sobre ofícios que não existem mais. Muitos destes se articulavam com a rede ferroviária e fábricas já inexistentes como a de chapeus.

Em meio aos escombros dos porões, foram encontradas outras raridades, como três antigas carteiras higiênicas. Elas funcionavam com um dispositivo que as regulava com a finalidade de se adaptar ao tamanho do aluno, necessárias devido ao grande diferencial entre as idades das primeiras turmas e pelas preocupações da época.

Menezes recorda ainda outro episódio pitoresco em que foi necessário organizar uma classe mista (até então homens e mulheres ficavam em salas separadas). O diretor da escola ficou inconformado e lutou de todas as formas para impedir a situação, emitindo correspondência para as instâncias superiores. Isso aconteceu em 1908. Ao final, o dirigente da escola obteve uma resposta: construir mais uma classe, separando novamente meninos e meninas.

Projeto continua
Um projeto semelhante, desenvolvido a partir de financiamento do CNPq, está em andamento no Colégio Culto à Ciência, hoje E.E. Culto à Ciência, o primeiro Ginásio de Campinas e o segundo do Estado. A peculiaridade é que ele começou como uma escola da maçonaria, organizado pela Sociedade Culto à Ciência. Somente em 1896, depois da República, começou a operar como Ginásio Republicano.

As tarefas têm sido executadas com auxílio de bolsistas da graduação da Unicamp, bolsistas SAE, bolsistas de iniciação científica, pós-graduandos e também com um grupo de PIC-Jr., que está se empenhando em suas atribuições. De acordo com Menezes, o grupo está avaliando documentos de 1896 a 1986 e estão no momento todos identificados, com a maioria já descrita. A mesma sistemática também se aplica aos documentos dos três primeiros grupos escolares de Campinas: Grupo Escola Francisco Glicério, Dr. Quirino dos Santos e Artur Segurado.

Menezes espera que o trabalho possa sensibilizar a comunidade escolar e as autoridades para a importância da preservação desses acervos históricos. “A partir do realizado, poderemos começar a constituir lugares de memória nestas instituições históricas. Não temos ainda no país políticas públicas de preservação desses espaços e dos seus acervos, que trazem a possibilidade de criar lugares nos quais possamos vivenciar uma memória que já não temos de nossa educação escolar. Tal legado pertence a toda sociedade e sobretudo às novas gerações”, enfatiza. “O nosso medo é que o trabalho de anos, com a organização deste acervo, por falta de políticas públicas de preservação, seja perdido, retornando o abandono – nos porões.”

Exposições 
Em 2003, marco do centenário da Escola Normal, o grupo liderado por Menezes foi convidado a organizar uma exposição documental. A publicação do catálogo desta exposição constituiu-se material histórico emblemático do centenário da instituição. A escola ficou aberta ao público por uma semana, com uma mostra de trofeus e materiais cedidos por professores. Muitos ex-alunos visitaram o evento, inclusive grupos de antigas normalistas que se reúnem até hoje.

Posteriormente, foi realizada exposição fotográfica “Escolas de Campinas”, no VI Congresso Luso-Brasileiro de História da Educação, em 2006, com fotos dos primeiros três grupos escolares, além da Escola Normal de Campinas e da Escola Culto à Ciência. Nos 110 anos da E.E. Francisco Glicério, em 2007, o 1º Grupo Escolar de Campinas, também foi feita uma exposição fotográfica e de mobiliário. As exposições realizadas ficaram registradas nas publicações dos respectivos catálogos.

Discípulo de Ramos de Azevedo projetou prédio

O prédio da Escola Normal começou a funcionar em 1924, mas a escola já tinha iniciado suas atividades em 1903, num prédio alugado, situado na Rua 13 de Maio, onde está estabelecida atualmente a loja Magazine Luiza, no centro da cidade. O casarão pertencia a uma família tradicional e foi adaptado para que a escola funcionasse ali.

O atual prédio da escola, na Avenida Anchieta, foi projetado em estilo neoclássico por Cesar Marchisio, um discípulo de Ramos de Azevedo, o arquiteto da República. “Ele traz a simbologia da época e, ao olhá-lo, já se vislumbra uma construção do início da República, assim como os grupos escolares. A escola tornou-se um modelo não somente em termos de ensino, mas sua construção foi considerada paradigmática para outras instituições do interior de São Paulo”.

Ao se adentrar o edifício da Avenida Anchieta, observam-se, além da rica arquitetura, os móveis austríacos, os ladrilhos importados, vitrais sofisticados e pinturas do artista italiano Carlo De Servi, que tem obras inclusive expostas no Museu do Ipiranga e em Igrejas do interior paulista. Isso sem falar na decoração, em que se sobressaem aspectos do estilo art nouveau. A antiga Escola Normal, tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Condepacc), recentemente recebeu do Governo do Estado uma verba para restauração do prédio.


Exposição comemorativa dos 110 anos da EE Carlos Gomes, antiga escola Normal de Campinas, organizada pelo CIVILIS. A exposição acontece de 13 a 17 de maio de 2013, na EE Carlos Gomes, Av. Anchieta, em Campinas/SP. Em anexo o cartaz da exposição. Abraço a todos. Cristina

Prof.a Dra Maria Cristina Menezes
Docente de História da Educação
Coordenadora do CIVILIS
FE/UNICAMP
Campinas/São Paulo/Brasil



MÁS SOBRE MUSEOS PEDAGÓGICOS

Estimados/as compañeros/as de la RIDPHE: 

Una vez celebrado el pasado miércoles día 15 el V Seminario sobre la recuperación del patrimonio histórico educativo: "La memoria oral en los museos pedagógicos: materiales intangibles", en la Facultad de Ciencias de la Educación de la Universidad de Sevilla, desde el Grupo de Investigación "SOS Patrimonio" de la Facultad de Bellas Artes de esta Universidad (un grupo de Atención al Patrimonio al servicio de la sociedad que actúa en defensa y protección del Patrimonio Cultural y Natural), han publicado en su página web unas reflexiones relacionadas con la conservación y restauración del patrimonio, de las que os hago partícipes, por si resultaran de vuestro interés. 


Saludos cordiales
Pablo Álvarez. 
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Prof. Dr. PABLO ÁLVAREZ DOMÍNGUEZ 
Dpto. de Teoría e Historia de la Educación y Pedagogía Social 
Facultad de Ciencias de la Educación 
Universidad de Sevilla C/ Pirotecnia, s/n. 
C.P: 41013 (SEVILLA) FAX: 95.455.16.76
Despacho: 5.113. Planta 5ª.


Museu da Escola Paranaense

Con gran satisfacción difundimos esta información recibida el día de la fecha de nuestro colega brasilero Prof. Marcus Levy Bencostta:

Após anos de estudo, negociação e convencimento, o governo do Estado do Paraná assinará no dia 17 de maio de 2013, a criação (com dotação financeira) do Museu da Escola Paranaense. Felicitamos à todos que se empenharam na concretização desta iniciativa e convidamos aquele(a)s que queiram e possam prestigiar a solenidade de assinatura que acontecerá amanhã às 10h. 30min. no Palácio Iguaçu. Segue convite da solenidade.

Atenciosamente,
Prof. Marcus Levy Bencostta

Secretaria da Sociedade Brasileira de História da Educação (SBHE)
Universidade Federal do Espírito Santo 
Programa de Pós-Graduação em Educação
Av. Fernando Ferrari, 514, Goiabeiras, CEP. 29060-970, Vitória, Brasil


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Governo do Estado cria o Museu da Escola Paranaense
O governador em exercício e secretário da Educação, Flávio Arns, assinou nesta sexta-feira (17), em Curitiba, o decreto de criação do Museu da Escola Paranaense. A iniciativa visa ações de preservação do patrimônio material e imaterial das escolas da rede pública estadual.

O processo de conservação dos espaços escolares já ocorre há mais de um ano, segundo Flávio Arns. “As escolas paranaenses têm que ser preservadas. É importante conservarmos o nosso patrimônio, como móveis e materiais, e também cuidarmos do patrimônio imaterial”, disse Arns. Ele também afirmou que serão inseridos na grade curricular conteúdos de educação patrimonial.

O Museu da Escola Paranaense tem abrangência estadual, com sede em Curitiba e Centros de Memória Regionais sediados em estabelecimentos de ensino no interior do estado. A sede central funcionará no Grupo Escolar Cruz Machado, inaugurado em 1907, estabelecimento tombado como Patrimônio Cultural do Paraná.

A iniciativa faz parte do Programa Nossa Escola tem História, coordenado pela vice-governadoria e composto por representantes das secretarias de Educação, Administração e Previdência, Cultura, Ciência e Tecnologia e da Fomento Paraná.

Durante o evento ficaram expostas peças de acervos de escolas paranaenses, dentre elas os óculos e cadernos utilizados pelo professor Guido Straube em 1904, quando era aluno do Colégio Estadual do Paraná, instituição que dirigiu entre os anos de 1932 a 1937.

MUSEUS - O evento de criação do Museu da Escola Paranaense está inserido na programação da 11ª Semana de Museus, de 13 a 19 de maio, que acontece em todo o país em comemoração ao Dia Internacional de Museus, 18 de maio. No Paraná, durante essa semana, os museus do Governo do Estado prepararam uma série de ações para lembrar a data. As atividades têm entrada gratuita.

Fuente: http://www.educacao.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=4409

Fonte: José Fernando Ogura/Vice-Governadoria

Remitimos a la lectura del artículo "PROTEÇÃO DO PATRIMÔNIO E PRESERVAÇÃO DA HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NO ESTADO DO PARANÁ" de Maria de Lourdes Mazza de Farias, Maria Helena Pupo Silveira y Paulo César Medeiros (2009) en  http://ronelcorsi.blogspot.com.ar/2009/08/museu-da-escola-paranaense.html

LOS MUSEOS EN LA ERA DIGITAL

Descargar el estudio "Los Museos en la era digital":

El uso de nuevas tecnologías ANTES, DURANTE y DESPUÉS de visitar un museo, centro cultural o galería de arte. Elaborado por Dosdoce.com en colaboración con Ende Comunicación.

http://plataformac.com/2013/05/17/descarga-el-estudio-los-museos-en-la-era-digital/


Gracias Archiv. Vilma Castro (Uruguay)

NUESTROS DESAPARECIDOS

CELICA GARCIA DECLARO EN EL JUICIO ESMA POR LA DESAPARICION DE SU HERMANA DIANA IRIS GARCIA 
La respuesta de la Iglesia fue una postal 

La familia de Diana García fue a hablar con el vicario Emilio Graselli para que los ayudara a encontrarla. Nunca tuvieron respuestas, pero en Navidad recibieron una postal firmada por el cardenal Raúl Primatesta que decía “sin ausencias, sin angustias, sin odios”

Por Alejandra Dandan 


La postal fue enviada tres meses antes de la Navidad 
a la familia de Célica García.
En el final de la audiencia, Célica García sacó una tarjeta de Navidad que guardó durante más de treinta años. “Una Navidad feliz y en paz”, decía el cartón con fecha de emisión 5 de septiembre de 1977 y la firma del “Cardenal Raúl Francisco Primatesta, presidente de la Conferencia Episcopal Argentina”. La tarjeta, reveladora del lugar de la Iglesia en la última dictadura y del modo en el que circuló la información, provocó escalofríos en la sala. “El respeto a los derechos humanos es el camino más seguro hacia la paz”, decía en la parte de arriba. Abajo, un pino dibujado y rodeado por siluetas de personas. “Sin ausencias, sin angustias, sin odios”. Y en el final: “Es el anhelo de los argentinos para cristalizar el propósito enunciado por el presidente teniente coronel Jorge Rafael Videla”

En la sala de audiencias de Comodoro Py donde se sustancia el juicio por los crímenes de la Escuela de Mecánica de la Armada, alguien expresó en voz alta aquello que la tarjeta parecía estar señalando: “Acá no hay desaparecidos”. Un testigo histórico, sentado poco más atrás, en la sala, se quedó mirando los colores amarillos que todavía se ven detrás del pino: “Esas no son luces, sino llamas”. Las siluetas dando vueltas, en este presente de la sala, no eran otra cosa que la evocación de las siluetas de los desaparecidos. Célica miró a los jueces: “Esto fue lo que mi madre recibió para que tengamos una Navidad feliz”, dijo. 

Célica fue a dar testimonio por su hermana Diana Iris García, psicóloga, recibida en La Plata y para 1976 militante de Montoneros. Diana estaba de novia con Miguel Coronato Paz hijo, de Montoneros zona norte y colaborador de Ancla. A Diana la secuestraron el 15 de octubre de 1976 en Córdoba y San Martín, pleno centro porteño, con otra compañera, Graciela García. Sus secuestros en esta etapa del juicio se leen como parte de la avanzada de los marinos sobre esa área de prensa de la organización. 

Célica y sus padres supieron del secuestro de Diana porque ella gritó su nombre mientras se la llevaban. Pero sobre todo lo supieron porque los trabajadores de prensa de la agencia de noticias NA lograron difundir un cable que replicaron Radio Colonia y el diario La Razón. Célica llevó ese diario a la audiencia como hizo con la tarjeta. El cable dio cuenta del “secuestro” de dos jóvenes y un operativo “de seis o siete hombres armados con pistolas 45”. Mientras las llevaban, “una de las jóvenes gritó que se llamaba Diana García y pidió a quienes la escuchaban que se avisara a la policía, añadiéndolo que no sabía por qué se la llevaban”

“Nosotros, que vivíamos en Berazategui, nos enteramos por personas que leyeron el diario y al otro día, gente conocida nos dijo de lo sucedido –explicó Célica–. Ahí comienza la desaparición de mi hermana, hasta el día de hoy, 37 años que se van a cumplir en octubre, no sabemos que sucedió, mas que las cosas que pudimos averiguar.” 

Durante la dictadura, la familia recorrió juzgados, hicieron “infinitos” habeas corpus cuyas respuestas también quedaron atesoradas. Célica las llevó a la audiencia. Ahí están los nombres de los jueces que rechazaron todos los habeas corpus. Poco después, tuvieron una reunión con el vicario Emilio Graselli, una y otra vez nombrado en las audiencias, visitado y preguntón. Célica acompañó a su madre. Lo vieron. Graselli les hizo preguntas, ellas dejaron sus datos, pero nunca obtuvieron respuesta, salvo esa tarjeta de Navidad que empieza a leerse no sólo como una posible contestación, sino como una constatación de los canales por los que circuló la información. 

Otro de los lugares hasta donde se acercó la familia buscando a Diana fue la propia Escuela de Mecánica de la Armada. Fueron a fines de 1976 o principios de 1977, aunque sólo después del año 2000 supieron que Diana había estado en ese centro clandestino. “Nosotras fuimos en un auto, mi mamá y yo”, dijo Célica. “Estacionamos cerca. Nos pusimos en la puerta, llevamos unos papelitos con el nombre de mi hermana que pegamos con cinta sobre la reja de la ESMA. Había unos colimbas o no sé qué, que estaban cerca, entonces mi mamá los llamó y les dijo: ‘Si ustedes saben algo, si ven algo, acuérdense del nombre de Iris Diana García’. Uno se lo decía a cualquiera que pasaba, no sabíamos nada, no sabíamos que estaba en la ESMA ni teníamos la menor idea de que eso era así. Pero bueno, fue justo que encontramos a esa gente, porque en los otros lugares a los que íbamos no nos permitían ni siquiera el paso, ahí era como para decírselo a alguien, como para decirlo, para que alguien supiera.” Años más tarde, supieron que Diana había estado ahí. Primero, a través del Equipo Argentino de Antropología Forense que puso a Célica en contacto con un sobreviviente. “Aparece un señor, no me dijo el nombre, que había estado en la ESMA y que había hecho ese trabajo que los mandaban a hacer, como fotografías. Le presento la foto de mi hermana, él lloró, con congoja y me dijo: ‘Sí, esta persona estuvo en la ESMA y fue trasladada’. Bueno, fue un momento como este mismo momento, como todos los momentos que viví, 36 años parecen muchos para la gente joven, pero para mí es como que pasara ayer. En la piel, cada uno lo sabe.” 

Hacia el final, los jueces le preguntaron si necesitaba decir algo más. “Lo único que quiero decir es que ojalá se haga justicia por mi hermana, por todos los desaparecidos. Que la baldosa que está en la puerta de la casa de mi mamá, donde dice que Nunca Más pasen estos hechos sea algo realmente verídico y efectivo, y que esto que nosotros llevamos dentro, que es un duelo que no acabamos de cerrar nunca, sirva para los que vienen atrás nuestro, que sigan pudiendo luchar.” 

Fuente: http://www.pagina12.com.ar/diario/elpais/1-220020-2013-05-15.html
(Gracias Ricardo M. por hacernos conocer esta nota)


La noticia del día
MURIO EL DICTADOR JORGE RAFAEL VIDELA
Golpe en el infierno
Falleció en el penal de Marcos Paz, donde estaba preso, condenado por delitos de lesa humanidad. Fue el principal brazo ejecutor del terrorismo de Estado y, como tal, responsable de asesinatos, torturas y robo de niños. (Página12,18/05/13)


Memoria Compartida

Tapa Pagina 12 (18/05/13)
"Le diré que frente al desaparecido en tanto éste como tal, es una incógnita, mientras sea desaparecido no puede tener tratamiento especial, porque no tiene entidad. No está muerto ni vivo... está desaparecido".

Cínica frase pronunciada por el dictador argentino Jorge Videla el 17 de mayo de 1979, exactamente 34 años antes de su muerte en una cárcel donde en condiciones dignas, cumplía condena dictada por la justicia con todas las garantías constitucionales. 

Véanse nuestras notas previas sobre Diana Iris García de fechas 28/03/12, 29/03/12, 6/09/12, 16/10/12, 21/03/13, 24/03/13 y 28/03/13.

11/5/13

CLADY MARTA FERNÁNDEZ DE GARAY, "KINGA"
ESCUELA Nº 1 - 150 AÑOS 

MAESTRA QUE CONTRIBUYÓ 20 AÑOS EN LA HISTORIA FORMADORA DE ESTA INSTITUCIÓN QUILMEÑA
Prof. Chalo Agnelli


Se lió durante décadas conceptos como sacrificio, abnegación, altruismo... el magisterio primario. Hasta se desgajó la frase “segunda madre”... hoy sabemos muy bien, gracias a los aportes de la psicología, al racionalismo lógico, que la confusión de roles no resulta conducente para la formación integral del niño. El educador tiene que tener compromiso, responsabilidad y pasión hacia el objeto y el sujeto del aprendizaje, debe estar constante capacitación y perfeccionamiento, por respeto a sí mismo y al educando que sólo y preferentemente devuelve respeto y afecto al que realmente demuestra “saber”. En fin, la pasión por educar es inherente al amor y el amor es una confluencia de emociones e ideas.

Pero, por supuesto, que todas estas acciones, funciones, sensaciones deben ser equitativas con ingresos dignos que den al educador, no sólo la paz de espíritu, sino también la energía que le permitan ejercer su profesión sin alteraciones ajenas a la tarea propiamente dicha.


UNA MAESTRA,UNA ESCUELA 

Quizá, es demasiado extenso este primer párrafo para iniciar esta historia de vida de una maestra que transcurrió 20 de los 150 años de historia que cumple este 2013, la escuela Nº 1 de Quilmes, fundada un 25 de Mayo de 1863. Pero si extenso, necesario, pues describe en sus últimas apreciaciones lo que la señora Clady Marta Fernández de Garay fue en su magisterio.

Nació en Quilmes el 13 de febrero de 1933, fue la menor de los cuatro hijos de don Antonio Fernández, un asturiano que tuvo una casa de artículos de electricidad en la calle Rivadavia, y doña Emilia Hernandorena, argentina de origen vasco. Siempre la llamaron “Kinga” apodo que le puso su padre y viene de “reina”; el asturiano supuso que si rey era “king” reina debería ser “kinga”. Hizo el femenino agregando una “a” como lo haríamos en español.

En 1946, terminó la escuela primaria en el departamento de aplicación de la Escuela Normal. Tuvo la oportunidad de conocer, en sus últimos años de desempeño, al director-fundadoradon José Sosa del Valle, y luego a notable educador que fue Juan Manuel Pedro Cotta, quien en una oportunidad, tras la muerte del segundo hermano de Clady, de fiebre reumática, le obsequió a la niña como acompañando la pena, un libro de su autoría, que Clady aún atesora con afecto.

Fueron algunos de sus compañeros de la escuela primaria: Matilde M. Ricagno, Marta S. Rosso Altube, Mábel G. Bucich March, Carmen E. Valdez, Norma Hebe Girón, Juan Francisco Arbert, Juan Luis Biotti, Luis A Cartasegna, Antonio Edreira, José A Iglesias, Osvaldo Malatesta, Clementina C. Fornabaio, Felisa E. Lenguas y otros que, como Clady, también involucraron sus vidas a la educación. Ella sin titubeos supo que su misión era el aula.

También en la Escuela Normal cursó hasta 3º años del secundario y 4º y 5º año del magisterio en el Colegio San José de donde egresó en 1952.

Por esos años no era fácil obtener un cargo ya que aún el partido de Quilmes no había equiparado el crecimiento demográfico producido por la cantidad de empresas que se crearon y se asentaron en el distrito establecimientos educativos suficientes para la formación de los hijos de las nuevas familias radicadas en la zona, atraídas por las nuevas fuentes de trabajo.

De todos modos Kinga, apodo que le puso su padre y por el cual es reconocida por todos sus alumnos y amigos, quería trabajar, si no era en el magisterio en un empleo que le dé cierta autonomía, así fue que, mientras estudiaba ciencias biológicas en La Plata, entró en la administración del Sanatorio Alvear, ubicado, en aquel entonces, en la calle Alvear entre Videla y 9 de Julio.

Fue allí donde circunstancialmente conoció a una mujer que estaba empleada en la Fundación Eva Perón. La señora henchida de gozo por su abuelazgo y agradecida por la atención brindada a su hija y a su flamante nieta, se interesó por Marta quien la puso al tanto de su esperanza de ejercer la docencia primaria. La reciente abuela le dijo que la tendría en cuenta, en la medida de sus posibilidades, pues había un plan de apertura de nuevos establecimientos escolares en la provincia.

Así fue como inesperadamente en 1953, le llegó un nombramiento para la escuela rural Nº 58 de Pereyra – que aún pertenecía al distrito Quilmes –, creada recientemente como parte de lo que fue el Primer Plan Quinquenal que fundó otras escuelas en la zonas, como la Nº 59 en el barrio San Juan y la Nº 60 en Villa Mitre también de la localidad de Berazategui. [1]

En esos años los caminos no eran como los actuales ¡Cuando los había! No existían autopistas ni nada que se aproxime. El micro dejaba a Clady y a sus compañeras en el camino Centenario y un carro, aún con días de lluvia y caminos lodosos, las aguardaban para conducirlas a la escuelita en ciernes. Ubicada en terrenos que habían pertenecido a la estancia San Juan de los Pereyra Iraola. Los niños que concurrían eran hijos de peones y chacareros, inmigrantes muchos de ellos, de la zona. No fueron pocas las dificultades, pero hasta hoy a la señora de Garay le brillan los ojos reviviendo aquellas felices jornadas. 

ESTADOS UNIDOS


Poco después Clady se casó con Mariano Garay Maturana, hijo de Mariano y de Gloria Maturana, nacido el 11 de septiembre de 1928, en el ceno de dos añejas familias quilmeñas; su tía Josefina Maturana estaba casada con el senador Manuel V. Huisi. Kinga y Mariano vivieron en la casa de esta tía en la calle Rivadavia y Belgrano. Entre los Garay hubo una larga nómina de educadores.

Mariano se recibió de doctor en medicina en la Universidad de La Plata, y le surgió la oportunidad de hacer la especialización en ginecología y obstetricia en Detroit, la ciudad más grande del estado de Michigan, EEUU. Allá fueron y allá nacieron sus dos hijos mayores, Esteban y Diego. En Colorado, Mariano hizo la segunda residencia. Luego la vida – y quizá también el tradicional designio quilmeño del “mal del sauce” - los trajo de regreso al pueblo natal y en Quilmes llegaron al mundo dos varones más, Andrés y Mariano. 



SIEMPRE LA Nº 1 
Marta, aún con cuatro hijos, ansiosa de retomar la enseñanza, en 1963 regresó a la docencia para una suplencia en la escuela Nº 1, exactamente en el año de su Centenario, con la portentosa movilización que significó ese aniversario para Quilmes, cuando la escuela involucró a toda la comunidad. Era directora la imperecedera doña Lia Giordano de Campelo, [2] quien estuvo frente del establecimiento desde 1955 hasta 1971 que con su adustez de eximia conductora fue un hito humano que prestigió la Escuela. A la Sra. de Campelo la sucedieron en el cargo Marta S. Balaguer de Cabillón, Irene Acosta, interina, Norma Hurrell de Arbert y vice Felisa Romero de Parodi.

Culminó la suplencia y después de ese extraordinario reinicio, Candy pasó a la escuela Nº 61 de Villa Alcira, en Bernal, era directora la señora Nelly Lombardo Cichero de Tumini, luego sustituida por Magdalena Ferro.

Pero su destino era la Nº 1 donde retornó a cargo de un grado del primer ciclo y pocos años después, y hasta el fin de su carrera en 1984, estuvo al frente de 6º y 7º, de donde despidió con la formación básica para la vida a centenares de jóvenes.

Destino providencial en la historia familiar de esta maestra pues uno de los artífices paradigmáticos, que lograron que Quilmes tuviera un edificio de Escuela Nº 1, acorde con la tradición de un pueblo centenaria fue el jurisconsulto Ángel Garay Hornos, abuelo de su esposo que fue comisionado municipal desde el 19 de junio de 1906 hasta el 15 de abril de 1907 y como nunca olvidó a su escuela elemental, cuando fue designado Director General de Escuelas de la Provincia de Buenos Aires, se propuso levantar un edificio adecuado al crecimiento demográfico que estaba cobrando el pueblo. Contó con el amplio apoyo de la comunidad y una vez concretados los aprestos burocráticos y la inclusión de los fondos necesarios en el presupuesto provincial, en 1908 se comenzó la obra que se concluyo en el Centenario de la Revolución de Mayo.

Personal de la Escuela Nº 1 en el año del Centenario, 1963

Dos de los hijos de Kinga, Andrés y Mariano, fueron alumnos de esta escuela, incluso este último tuvo como maestra a su propia madre lo que le significó indiscutiblemente mayor rendimiento para que quede demostrado que no había parcialidades. 

Además de la jornada semanal, junto a su colega Marina Vidal de Russo en matemática y ella en lengua preparaba fuera de horario escolar o los días sábados, para el ingreso a la Escuela Normal que por esos años era muy exigente.

Realizó más de 15 viajes de fin de curso con las debidas autorizaciones de los padres. Los primeros, los hizo con su grupo de alumnos y luego se sumó la otra sección del 7º. El paseo inaugural fue a Córdoba, acompañada por su madre y por Andrés su tercer hijo, una excusión un tanto intempestiva pues nevó de tal manera que debieron anticipar el regreso. Año tras año visitaron: Rosario, Cataratas, la Ruinas de San Ignacio, Brasil, Paraguay. Este último viaje fue organizado por la señora Margarita P. de Imperiale. Fueron acompañados por madres, padres y ex alumnos; momentos de aprendizaje, auspiciosos, donde se fomentaba la solidaridad, la camaradería, la actitud fraterna, el respeto mutuo. Nunca padeció un incidente serio, salvo circunstancias propias de niños que jamás habían salido de Quilmes, como aquel niño que sobrepasado emocionalmente por la experiencia que estaba transitando no podía orinar como reacción física a lo emotivo; pues a esas salidas iban todos, aún lo que no podían pagar; familias, con menores recursos, de la Ribera enviaban sus hijos a la Nº 1. Para éstos, con un sentimiento ecuánime, se juntaban los fondos con rifas, venta de tortas y golosinas hechas por madres o los mismos niños; se hacían festivales artísticos donde participaban todos los alumnos y, además, contaban con el altruismo de la comunidad y de la cooperadora “Juan Ithuralde”, que por esos años cumplía una misión extraordinaria dirigida por el señor Jacobo Alfie, acompañado por los señores Juan C. Pollini, Horacio Cichero, la señora Lía Mancedo de Ocampo, Juan Carlos Albaytero, Jaime N. Jacobs, entre otros; que se ocupaba de la copa de leche con lácteos de Bonafide y facturas de la panadería-confitería La Paloma de la calle Rivadavia.

Egresados 1972 

Todavía no había surgido la intemperancia de los padres ante la menor reprimenda del docente, ni la sobrecarga que cayó sobre el docente con proyectos antipedagógicos y extemporáneos, exportados por el neoliberalismo ni la prevención del Sistema Educativo ante las demandas legales de las familias ni la exacerbación que luego empezaron a hacer los medios de prensa y comunicación social por la nimia situación que pueda alterar circunstancialmente la vida escolar como puede acontecer en cualquier otra institución todas circunstancias que acabaron con las clases-paseo y las salidas de fin de curso institucionales.


A Kinga le tocó leer la despedida a la señora directora Lia Campelo, en el festejo organizado por las docentes con motivo de su jubilación, después de casi, 20 años al frente de la Escuela Nº 1

EL PRESENTE
Muchos de los que fueron alumnos de Kinga Fernández de Garay hoy son comerciantes, industriales, profesionales, educadores, artistas, hombres y mujeres de bien, padres y madres de familias que también labran cotidianamente la historia de este Quilmes sobredimensionado.

Algunos de ellos, graduados en 1975, cada 5 años, se encuentran en amenos asados en la escuela, hasta con sus familias, donde nunca falta la señorita Kinga, y en esas reuniones no sólo intercambian nostalgias, sino también presentes y futuros, pero sobre todo, el afecto imperecedero por esa escuela de 150 años de historia que los unió.

Profundo también es para Marta el recuerdo de aquellas colegas con las que mantuvieron el lustre de esa escuela que era la Nº 1 en la comunidad quilmeña como: la mencionada señora de María H. Russo, Elvira C. Reines de Osuna, Pepita Mateos, las auxiliares Beatriz y Ángela y otras. 

COLOFÓN 
Kinga Garay tiene dos hijos en EEUU, Mariano y Diego, este último nacido en EEUU, arquitecto recibido en La Plata, que emigró en 1982, revalidó su título para firmar sus proyectos en ese país y estableció un estudio en Nueva York. Así y todo nunca olvidó sus raíces ni dejó de reconocer que la formación que había recibido en la universidad pública argentina era equiparable a las de las mejores universidades del mundo, por sus conocimientos advertía que estaba a la par de colegas de otros países. Incluso eventualmente vuelve a la Argentina a dar posgrados como una forma de devolver lo que aquí recibió.

Sus hijos le dieron tres nietos: dos varones de Mariano, que viven en el Estado de Maryland, y Ella, de Diego, que estudia arte y diseño en la Universidad de Massachusetts. Esteban y Andrés viven en Quilmes.

Su esposo que alcanzó en Quilmes notable prestigio en su especialidad, falleció el 9 de setiembre de 2005, a los 77 años. 

ANÉCDOTA FLORAL 
Esta maestra aún se mantiene atenta al hecho educativo y a las estrategias de trabajo con el educando. Su percepción educadora trae una anécdota que la conmueve. Visitando a sus pequeños nietos en Maryland, considerado el Estado de las mejores escuelas públicas del los EEUU, era el summer break, nuestras vacaciones estivales, que como en nuestro país, duran aproximadamente 2 meses y medio, pero allá, desde principios de junio, hasta mediados de agosto. Uno de los pequeños, Valentín, cuando fue con sus padres a inscribirse en el pre-escolar le dieron una germinación con la consigna que durante el verano debía, regarla, protegerla del viento, evitarla los insectos dañinos y cuando saliera la flor, que era un girasol, la debía traer a la escuela pues sería el comienzo de clases.

De este modo el niño se fue ese día, donde tan solo había ido a cumplir con la burocracia de la inscripción, involucrado al sistema desde una experiencia previa, palpable, real con la Escuela, a través de un hecho de vida, la de una planta fecundada por él mismo. Acertada metáfora por cierto, pues la escuela da una semilla, una pequeña, pero fecunda semilla, que cada uno por sí mismo - y tan solo por sí mismo - podrá hacer crecer lozana y apta para hacer más vida... o no.

Kinga, consecuente educadora, narra esta enseñanza y se emociona pues percibe el valor vivencial que tiene la Escuela Primaria en la vida de mujeres y hombres. Efectivamente, en Clady Marta Fernández de Garay está el paradigma de lo que fue aquella Escuela Argentina común, obligatoria, gratuita, gradual y neutral en materia religiosa. 

En su conversación, Kinga trasluce el orgullo de haber sido una protagonista; primero de la escuela pública sarmientina, esa que formó durante generaciones y generaciones a miles de argentinos y en segundo lugar se percibe el envanecimiento de que esa carrera docente la transitó en las aulas de la escuela fundadora de la educación quilmeña, la Escuela Nº 1 que celebra sus 150 años. Su voz se quiebra sobre la palabra “maestra” y sus ojos brillan mientras recorre álbumes de fotos donde señala nombres, historias, anécdotas... futuros.


Entrevista e investigación Chalo Agnelli
Colaboración Esteban Garay
Fotos, archivo Sra. de Garay
Rodolfo Cabral y Cristina Secco

NOTAS
[1] Hoy esas escuelas llevan los números 19, 18 y 20, respectivamente, del nuevo distrito de Berazategui, números que tomaron cuando esta localidad alcanzó su autonomía en 1960. 
[2] V.: http://elquilmero.blogspot.com.ar/2011/09/tributo-al-maestro-lila-giordano-de.html

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Digitalizan 2.500 documentos locales al día del archivo municipal, de 1840 a 2012
Una vez almacenadas, las imágenes se someterán a un proceso de reconocimiento de texto que permitirá a los usuarios realizar búsquedas selectivas con un buscador

Silvia Pampín 08.05.2013

La responsable del archivo local, Chus Fernández, en el espacio. // Bernabé / Luismy

La digitalización de los documentos del archivo municipal de A Estrada [Pontevedra, España] comprendidos entre 1840 y el 31 de diciembre de 2012 avanza a razón de 2.500 documentos al día. Así lo desvelaron ayer el técnico del Archivo de la Diputación José Luis Castro; y los responsables de Informática El Corte Inglés (Iecisa) Alejandro Redondo y Jesús Álvarez en la visita que realizaron al archivo municipal de A Estrada, en compañía del alcalde José López Campos y la responsable del archivo municipal, Chus Fernández Bascuas.

En esta visita se explicó que tres trabajadores de Iecisa trabajan desde primera hora de la mañana hasta las 16.00 horas en la digitalización de los acuerdos de los órganos de gobierno de A Estrada (pleno, junta de gobierno local y comisiones) comprendidos entre 1840 y 2012. Asimismo, también se están digitalizando los tomos de amillaramiento, es decir, una especie de censo de todas las fincas rústicas del municipio realizado a pie de campo en los años 50. Se trata de una documentación muy útil que recoge superficie, lindes, cultivo y titulares de las parcelas, entre otros datos. De igual manera, también se están digitalizando documentos relativos a los lindes con otros concellos, expedientes patrimoniales y expedientes de protocolo (relativos a los hijos predilectos o a la denominación de calles de la villa).

Los trabajos de digitalización de toda esta documentación se iniciaron el pasado 24 de abril y la previsión es que concluyan en el plazo aproximado de 3 meses. Se están obteniendo imágenes de alta calidad y resolución que se almacenarán en la unidad del Centro de Procesamiento de Datos (CPD) habilitado para tal fin por la Diputación Provincial de Pontevedra, que también proyecta realizar una catalogación de metadatos de esos documentos para que toda la información esté disponible primero en intranet de la Diputación y luego a disposición de los usuarios particulares.

Su idea, "innovadora" según se destacó ayer, es que usuarios e investigadores puedan una búsqueda documental a distancia, por medios informáticos, simplemente "con un click".

A Estrada es el cuarto concello en el que se acomete la digitalización de la documentación municipal, que seleccionó inicialmente a Lalín, Cerdedo y Ribadumia, como municipios representativos de concellos grandes, pequeños y medianos, respectivamente. Hasta ahora se realizaron tareas de digitalización en Ribadumia, Cerdedo y Cotobade. Ahora se optó por acometerlas también en Lalín, Baiona, Pazos de Borbén y Soutomaior. Se siguió un criterio geográfico. A Estrada y Lalín se seleccionaron como representativos de la zona norte en tanto que, por ejemplo, Pazos de Borbén y Soutomaior se elegían por pertenecer a la zona centro.

En total, son 9 municipios de la provincia pontevedresa en los que se pretende cerrar esta fase inicial de digitalización a finales de año o principios del próximo.

Paralelamente se está iniciando ya un proyecto de catalogación de metadatos, que se relacionarán con las imágenes. El objetivo es que se pueda realizar una búsqueda documental en los 3 millones de imágenes que se prevén almacenar. Para ello, se someterán a un proceso de reconocimiento de texto OCR para documentos mecanografiados que los convertirá en documentos electrónicos, susceptibles por tanto de una búsqueda electrónica. Prevén que esta pueda realizarse en el 30% de los documentos, los almacenados desde los años 50 y 60. Los más demandados por los usuarios son los de los últimos 20 años.

Paralelamente, el alcalde destacó que este proyecto enlazará en A Estrada con la e-administración, un proyecto piloto que se financiará con fondos europeos y que pretende acercar la administración a los ciudadanos, brindándoles un mayor acceso a la información y dando más transparencia a los órganos decisorios.

Paralelamente, el alcalde y la responsable del archivo municipal subrayaron la importancia de la digitalización para preservar los documentos frente a cualquier posible desgracia -rotura, incendio o inundación- así como para afrontar el problema de espacio de almacenamiento, pese a que el archivo local dispone de un sistema de almacenamiento compacto.

El técnico de la Diputación José Luis Castro destacó que A Estrada es de los pocos concellos que tiene un archivo municipal con "unas instalaciones impecables, un edificio con un sistema de almacenamiento adecuado" y "personal especializado" que da buena muestra de su profesionalidad.

7/5/13

Programa Nacional de Archivos Escolares


El Programa Nacional de Archivos Escolares surge a partir de la necesidad de acompañar a las instituciones educativas históricas del país a poner en valor sus fondos documentales. La Biblioteca Nacional de Maestros crea el “Programa Nacional de Archivos Escolares”, el 22 de setiembre de 2007 a través de la Resolución N° 1422 del Ministerio de Educación de la Nación.

La implementación del Programa promueve una valoración del lugar de la institución escolar y de la comunidad educativa en la protección y difusión de los fondos documentales que revelan los espacios y tiempos de la historia cotidiana expresando la cultura escolar argentina. Organizar, conservar y acceder a esta documentación permite enriquecer a las escuelas acerca de la identidad escolar y su implicancia histórica, didáctica, pedagógica y política del país.

 La Biblioteca Nacional de Maestros pone en la agenda oficial la significación de la historia educativa de las escuelas, la de sus maestros, los jóvenes y niños propiciando un estudio reflexivo acerca de los significados que se proyecta en los diseños pedagógicos que se implementan e implementaron.

A través de las políticas plasmadas en el Programa, se asume el compromiso de poner a disposición de la comunidad educativa, científica y del público en general, esta documentación a través del diseño de una red nacional de archivos escolares. Ella se funda en directrices y protocolos de intervención en el área de conservación, archivística y pedagógica que otorgan significado a los fondos documentales y colaboran en el proyecto educativo futuro.

Los archivos escolares recuperan y significan los fondos documentales de las instituciones educativas históricas y emblemáticas del país. Esta iniciativa abre un nuevo sistema de información para la comunidad educativa toda y especializada acerca de la historia educativa de las escuelas argentinas.

Los objetivos del PNAE son:

a) Promover en las comunidades educativas la puesta en valor de los fondos documentales de las escuelas como fuentes de información, investigación e interpretación de la memoria pedagógica del país.

b) Custodiar y gestar conciencia del patrimonio cultural y pedagógico existente en las escuelas promoviendo la creación de Archivos Escolares a partir de un conjunto de lineamientos comunes en las diferentes instituciones educativas.

c) Conformar redes de Archivos Escolares basados en el trabajo cooperativo que, partiendo del nivel local, sustenten redes provinciales y a futuro, un sistema nacional coordinado por la Biblioteca Nacional de Maestros.

d) Estimular, capacitar y asistir en la organización y construcción de archivos escolares en las diferentes instituciones educativas de nuestro país, en el marco de convenios interjurisdiccionales de cooperación.

A la fecha, desde el PNAE, con base en convenios específicos y actas complementarias con las jurisdicciones educativas, se han realizado acciones de sensibilización, capacitación y difusión acerca de la organización de los archivos escolares, así como con las escuelas individualmente. Se han sensibilizado 270 escuelas centenarias, 48 escuelas Normales de la primera y segunda fundaciones realizando actividades académicas y de difusión, además se han capacitado en diferentes tramos en la organización de los archivos a 25 escuelas piloto. Se han capacitado equipos jurisdiccionales de las Provincias de Córdoba, Chubut, Santa Cruz, Córdoba, La Rioja, Santa Fe, Ciudad de Buenos Aires, Buenos Aires, Tierra del Fuego a través de modalidades presénciales y virtuales por videoconferencia, con la participación de expertos en diversas temáticas. Se incluyó también la participación de docentes, directivos y alumnos del nivel de educación superior no universitaria en las acciones de capacitación, para incluir a toda la comunidad educativa en esta propuesta de revalorizar el patrimonio educativo y cultural de cada institución a través de los archivos de las primeras escuelas normales para preservar el origen del prestigioso magisterio argentino.

Fuente: SISTEMA NACIONAL DE BIBLIOTECAS ESCOLARES Y UNIDADES DE INFORMACIÓN. Fundamentación. Apartado: Programa Nacional de Archivos Escolares. Disponible en:
http://www.bnm.me.gov.ar/novedades/pdf/fundamentacion_ley_version_definitiva.pdf

3/5/13

LA BNM INFORMA


La Biblioteca Nacional de Maestros en el marco de los Programas Memoria de la Educación Argentina (MEDAR) y Archivos Escolares y Museos Históricos de Educación, realizó el 18 de abril de 2013 el III Encuentro Virtual de Preservación Escolar: cultura material e inmaterial.

La jornada fue retransmitida por la modalidad de videoconferencia en las sedes de la Fundación OSDE en distintos puntos del país. El encuentro estuvo dirigido a las comunidades educativas que trabajan en la preservación y recuperación de sus archivos y museos. En esta oportunidad, el encuentro reunió especialmente a las Escuelas Normales de la primera fundación y a las Escuelas Técnicas de todo el país.

Las palabras de bienvenida fueron brindadas por la Directora de la BNM, Lic. Graciela Perrone, quien disertó sobre las acciones que esta desarrollando la Biblioteca, con relación a la recuperación del patrimonio histórico educativo de nuestro país. Asimismo comentó los avances del Proyecto de Ley que se encuentra ya en Comisión de Educación de la Cámara de Diputados referente al desarrollo de las unidades de información del sistema educativo constituidas en un Sistema Nacional

Luego, el Director del Instituto Nacional de Educación Técnica, el Arquitecto Paoletti, disertó sobre las políticas adoptadas en los últimos diez años para la recuperación de las escuelas técnicas en todo el país. En este sentido, mencionó la sanción de la ley de educación técnico profesional nº 26.058 que promueve la organización a nivel nacional del sistema de educación técnica.

Por otra parte, Paoletti, sostuvo que aún no se ha construido una historia de la educación técnica argentina y planteó la relevancia de organizar un estudio sistemático sobre las prácticas educativas de las escuelas técnicas de todo el país.

Posteriormente, las escuelas normales realizaron una presentación de las acciones desarrolladas en sus archivos y museos. En primer lugar, disertó el Instituto de Enseñanza Superior Nº 2 “Mariano Acosta”. Su Directora Raquel Papalardo y el equipo de trabajo del Archivo integrado por Luz Ayuzo, presentaron las acciones desarrolladas en los últimos años en la preservación y recuperación del Archivo, y mencionaron especialmente las acciones de difusión y articulación con la comunidad. Luego, la Escuela Normal Superior Nº 1 “Roque Sáenz Peña”, representada por su Directora Marcela Pelanda y el equipo de trabajo, representado por la bibliotecaria de la escuela, presentaron las tareas de organización del Archivo, y las diversas acciones de difusión de los fondos documentales. Posteriormente, la Escuela Normal Superior “General Manuel Belgrano” de la ciudad de Salta presentó su labor en la recuperación de historia de la escuela y presentaron un libro que recupera su pasado histórico-educativo. Asimismo, la Escuela Normal “Alejandro Carbó” de la ciudad de Córdoba presentó las acciones desarrolladas en la recuperación de los fondos documentales luego de un siniestro.

En el transcurso del Encuentro, otras escuelas presentaron los trabajos desarrollados: la Escuela Normal Superior “Justo José de Urquiza” de la ciudad de Río Cuarto. La Escuela Normal Superior en Lenguas Vivas “Juan Bautista Alberdi” de la ciudad de Tucumán presentó un proyecto para iniciar las acciones en la preservación y recuperación de los fondos documentales. La Escuela Normal Superior “General José de San Martín” de la ciudad de Santa Fe expuso el proyecto de Museo Escolar que coordina la Profesora Cecilia Moscovich. La Escuela Normal Superior “Domingo Faustino Sarmiento” de la ciudad de San Juan, expuso sobre las tareas realizadas en el Museo Escolar, especialmente las acciones de difusión de su patrimonio y el trabajo articulado con los alumnos en dichas acciones. Finalmente, la Escuela Normal Superior en Lenguas Vivas “Rafael Obligado” de la ciudad de San Nicolás, presentó las acciones futuras, entre ellas la imposición del nombre al Archivo y Museo Escolar.

Por último, la Dra. Flavia Fiorucci, investigadora de Conicet y docente de la Universidad Nacional de Quilmes, expuso sobre los vínculos de una historia cultural de la educación y los archivos escolares. En este sentido, Fiorucci sostuvo que los límites de las investigaciones actuales en Historia de la Educación pueden resolverse a partir de los Archivos Escolares. Sostuvo que la documentación contenida en ellos nos brinda la posibilidad de conocer la vida cotidiana de las escuelas, sus sujetos y sus prácticas educativas. Por ello, Fiorucci enfatizó en la necesidad de la recuperación, preservación y accesibilidad de los Archivos Escolares.

El Equipo MEDAR agradece a los referentes de las jurisdicciones y a las comunidades educativas que participaron en la Jornada y renueva su compromiso del trabajo colaborativo para la continuidad en el desarrollo de una política de conservación, protección y difusión de la Memoria de la Educación Argentina.

Fuente: http://www.bnm.me.gov.ar/redes_federales/novedades/?p=5666

Flavia Fiorucci es Doctora en Historia por la Universidad de Londres, Master en Estudios Latinoamericanos e investiga-dora del Conicet. Forma parte del Grupo de Historia Intelectual de la Universidad de Quilmes. Ha dictado cursos en universidades nacionales y extranjeras. Actualmente se desempeña como profesora de la Universidad de Nueva York en Buenos Aires. Ha publicado en revistas locales y extranjeras sobre la temática de los intelectuales y la cultura en Argentina en el siglo XX. De reciente aparición es su libro "Intelectuales y Peronismo" (Biblos).

1/5/13

Restaurando en el Archivo Histórico Provincial de Salamanca


El Patrimonio Cultural se define como el conjunto de bienes que una persona, estado o institución recibe de sus antepasados. Aunque este concepto fue incorporado en el siglo XIX, el uso generalizado del término es de aceptación relativamente reciente. Difundido y apoyado por la UNESCO el concepto está ligado a la preocupación mundial por los problemas que plantea la conservación de los bienes culturales. La Restauración participa también de la responsabilidad de conservar la herencia cultural recibida por las generaciones pasadas.

La Conservación y la Restauración pueden considerarse jóvenes disciplinas, en constante desarrollo y que persiguen un fin en principio utópico: la perdurabilidad e inalterabilidad en el tiempo de los llamados Bienes Culturales y, en el caso que nos ocupa, de los soportes documentales.

La disciplina de la Restauración comprende técnicas y conocimientos que pretenden consolidar el valor de un objeto que ha resultado dañado por el paso del tiempo o la manipulación indebida. Si bien, la actuación restauradora es la última fase en la intervención del objeto.

Antes de enfrentarse a la restauración, se debe crear un medio ambiente adecuado para las exigencias de permanencia y durabilidad que cada objeto necesita. De tal forma se pueden definir criterios de preservación, donde se identifica la naturaleza del objeto, conocimiento químico y físico de su estructura y determinación de las causas potenciales de deterioro.

Posteriormente se deberán establecer los criterios de conservación, en donde se procura un medio ambiente adecuado para estabilizar el objeto y darle las exigencias de durabilidad. Dichos criterios tienen el fin de salvaguardar el objeto con medidas de conservación que no impliquen la intervención directa del objeto.

Finalmente se precisan los criterios de restauración, que son métodos curativos para recuperar la integridad del objeto, en donde el profesional debe renunciar a todo tratamiento que supere las posibilidades técnicas y humanas disponibles -donde no se puede inventar ni experimentar a favor del objeto- y donde debe abstenerse de la manipulación indebida, utilizando materiales e intervenciones reversibles e inocuas para el objeto.

Por otra parte, el principio de la mínima intervención es un concepto largamente utilizado en Restauración, donde se reducen las intervenciones a lo estrictamente necesario. De esta forma se acepta que la reversibilidad total es imposible, que el envejecimiento de los materiales a utilizar podría generar algún tipo de reacción adversa y que no todas las acciones restaurativas son positivas para el objeto.

En todos estos ámbitos cualquier intervención de la obra debe ser cuidadosamente justificada, fotografiada y registrada en un informe técnico, donde se detalle el antes, durante y después de la intervención.

A través de las tres galerías con las que cuenta esta muestra: Alisado y limpieza, Reintegración del soporte y Conservación preventiva, se pretende dar a conocer los trabajos que realiza el Archivo Histórico Provincial de Salamanca en su laboratorio de restauración, desde donde se actúa sobre los diferentes soportes, formatos y agentes causantes de las alteraciones, y siempre en coordinación con el laboratorio fotográfico, encargado de respaldar gráficamente todos los procesos de las intervenciones.

VISITA A LAS GALERÍAS:

















Difundido por Arch. Vilma Castro (Uruguay)